24 julho

Projetos e desejos

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Houve um tempo em que ter uma mercearia era meu ideal de vida. Uma fase que deve ter durado entre uns oito e onze anos de idade. Lembro direitinho de guardar todas as embalagens de leite em pó, achocolatado, manteiga… tudo o que tivesse um rótulo bacana. Ficava lá, empilhando os “produtos” em estantes improvisadas no quartinho dos fundos da casa dos meus pais. O balcão da mercearia era a janela com duas venezianas brancas, abertas para o quintal. Tinha um número de fregueses restrito, claro. Meus dois irmãos, minha mãe, enquanto ia e vinha da lavanderia, às vezes meu avô – quando aparecia de surpresa no meio de uma tarde qualquer. Gostava também de preparar os pacotes, com papel e barbante. E de fazer a lista de preços e as plaquinhas com as ofertas do dia. Lembrei disso enquanto finalizava o cronograma e a lista de produção de mais um estabelecimento comercial em que pude dar meus pitacos decorativos e uma utilidade nobre a minha mania de organização. Começa amanhã mais uma aventura. Vou ali brincar de loja na vida real e já volto.

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