17 julho

Era para dar errado, mas deu certo

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Acho um luxo quando acerto sem querer. O extremo oposto de errar quando a receita é dada como certa. Pois hoje me ocorreram as duas coisas. Quase simultaneamente. Começo, portanto, com o que deu certo: o melhor brigadeiro que já fiz. E olha que já fiz muito brigadeiro nesta vida. Bolinhas de chocolate que grudavam nas mãos e demoravam horas para serem enroladas. Brigadeiros duros demais. Outros encaroçados. Outros bons, aplaudidos em festas, para comer de colher. Pois hoje fiz o que ouso chamar de "o brigadeiro perfeito". E foi tão sem querer… Peguei minha panelinha e, num surto de vontade de comer chocolate, qualquer coisa de chocolate (algumas de vocês me entendem bem, eu sei…), comecei o preparo: uma lata de Leite Moça + uma colherinha de manteiga + chocolate. O pulo do gato (meu deus que expressão velha…) se deu nessa hora. Reparei tardiamente que não havia chocolate em pó, nem cacau em pó, nem um singelo punhado de Nescau. Vasculhei o armário e encontrei uma barra inteira de chocolate amargo. Resolvi experimentar para ver no que dava. Ralei logo umas 80 gramas do tablete gorducho, que costumo usar para coberturas e recheios de bolos. Misturei tudo como de hábito. Nem esperei esfriar e logo comi uma colherona de brigadeiro quente, quase pelando. A melhor surpresa viria no final. Minha amiga Valéria vinha me visitar e achei de bom tom ofertar café com um brigadeirinho para contrabalancear o amargo. Resolvi enrolar os brigadeiros e eles eram tão perfeitos que nem grudaram nos dedos. Em menos de 10 minutos tinha um prato bem fornido de doces, lindos, deliciosos, perfeitos – ouso falar mais uma vez. O que deu errado no dia? Nem lembro mais. Amanhã saberei. Hoje sei que tudo o que fiz saiu uma riqueza. Fim.

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