28 julho

Brilho dourado

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Houve um tempo, em um passado distante, em que eu não suportava nada dourado. Sequer um único pingente na correntinha ao redor do pescoço. Imagina então em uma sala ou quarto… Andei pensando muito no que faz com que a gente queira sair de correndo de perto de uma cor ou de um material. E a única conclusão que cheguei foi a de que fugimos das nossas próprias lembranças. 

Isso porque as cores têm um significado muito particular e específico para cada pessoa. Olhando pra trás, penso que o dourado, durante muito tempo, me lembrava as mesinhas laqueadas de branco, com tampo de espelho e filetadas de dourado que viraram moda nos anos 1980. Minha mãe tinha três dessas em casa. Eu não gostava delas. E durante muito tempo “peguei bode” de dourado. 

Mas as lembranças, ahh… elas também seus momentos de auge e declínio nas nossas cabeças. Já faz uns bons 10 anos que fiz as pazes com o dourado. Outras muitas referências visuais passaram pelo meu foco de observação depois da década mais descontrol do decor. Muitas coisas realmente belas. Hoje amo o poder de um brilho dourado na decoração. Claro que quando utilizado com maestria.

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