26 abril

Magia da libertação

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Tem um momento na palestra “Cores e Humores” que é quase um exercício de libertação. Tipo um exorcismo do medo que temos da opinião dos outros. Do pânico que nos impede de sermos nós mesmos por conta do pensamento: “mas o que XXX vai achar disso?”. O triplo X pode ser sua mãe, seu vizinho ou um parente distante. Incrível, né? Até um parente distante ganha força na hora de inventar desculpas para não fazer o que se quer. Em vez disso, corre-se para o certo. Para o infalível. Para o sem erro. Tenho trocado ideias com muitos arquitetos nesse tour das cores. Alguns me dizem que acabam excluindo a cor dos seus projetos por praticidade: já sei que não vai emplacar, então… Outros chegam de mansinho para contar que eles mesmos têm dúvidas com relação à cor nas suas próprias casas e, portanto, não se sentem à vontade para sugerir ousadias maiores do que a tríade: bege, branco, cimento queimado (o novo neutro infalível há um bom tempo).

Proponho um exercício de autoconhecimento durante a palestra. Um exercício muito simples para encontrar afinidades com nossos próprios desejos. Às vezes realmente não sabemos que caminho tomar. Ficamos na dúvida. E, cheios de temores, apostamos nos básicos. A proposta para agora (o único tempo que importa) é a seguinte: tire alguns minutos do dia para observar tudo o que lhe der prazer: pode ser uma cor, uma textura, um aroma. Anote tudo o que gosta, como se fosse uma adolescente com seu primeiro diário. “Querido diário, hoje percebi que gosto muito de XXX”. Comece a colecionar imagens que lhe inspirem de alguma maneira.

Crie painéis temáticos que, no final, apresentem uma ideia do que significa “a casa dos sonhos” para você. Repita esse exercício quantas vezes for necessário. E não pense nos obstáculos, apenas no destino final, seu desejo agora. Ignore pensamentos do tipo: não tenho dinheiro, isso não cabe na minha casa ou o famoso o que XXX vai achar disso? Experimente. Garanto pra você que, desse rolê interior, sairão pistas maravilhosas sobre seus desejos – que sempre podem ser traduzidos na nossa vida real. Seja em forma de cores ou de melhores humores que, inevitavelmente, podem transformar nossa rotina ordinária em algo um pouco mais extraordinário todos os dias.

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